Acordos sobre a sentença em casos de crimes de guerra: uma análise crítica da justiça negociada no contexto de transição da Bósnia e Herzegovina
DOI:
https://doi.org/10.22197/rbdpp.v12i1.1255Palavras-chave:
direito penal, crimes de guerra, genocídio, justiça de transição, acordos sobre a sentença, Bosnia e HerzegovinaResumo
Tendo em vista a totalidade das transformações dos regimes estatais nos últimos quarenta anos e dos conflitos que se tornaram passados e duradouros, sem dúvida, a justiça de transição tem e terá um papel essencial nos sistemas jurídicos dos países de todo o mundo. Estabelecer a verdade e a reconciliação são tarefas essenciais. Este artigo correlaciona a justiça de transição com o instituto processual da justiça criminal do “acordo sobre a sentença” e testa como esse instituto, como um dos seus mecanismos, pode se tornar um obstáculo para alcançar os seus objetivos. Realiza-se um estudo de caso da sua aplicação nos casos de crimes de guerra na Bósnia e Herzegovina para testar se e como os acordos sobre a sentença foram aplicados nos casos das infrações penais mais graves e se a sua aplicação pode alcançar os objetivos do direito penal, por um lado, e da justiça transicional, por outro. Como método científico, o artigo se utiliza dos métodos normativo, histórico e comparativo, além de estudo de caso.
Downloads
Referências
ALSCHULER, A. W. Plea bargaining and its history. Law & Society Review, [S.l.], v. 13, n. 2, p. 211–246, 1979.
ARTHUR, P. How “transitions” reshaped human rights: A conceptual history of transitional justice. Human Rights Quarterly, [S.l.], v. 31, n. 2, p. 321–367, 2009. https://doi.org/10.1353/hrq.0.0069
BAJOVIC, V. Odmeravanje kazne i sporazum o priznanju krivičnog dela. Journal for Criminalistics and Law, [S.l.], v. 20, n. 2, p. 179–193, 2015.
BALDWIN, J.; MCCONVILLE, M. Plea bargaining and plea negotiation in England. Law & Society Review, [S.l.], v. 13, p. 287–308, 1979.
BEENSTOCK, M.; GUETZKOW, J.; KAMENETSKY-YADAN, S. Plea bargaining and the miscarriage of justice. Journal of Quantitative Criminology, [S.l.], v. 37, n. 1, p. 35–72, 2021. https://doi.org/10.1007/s10940-019-09441-w
BIBAS, S. Plea bargaining outside the shadow of trial. Harvard Law Review, [S.l.], v. 117, n. 8, p. 2469–2454, 2004.
BRUNK, C. G. The problem of voluntariness and coercion in the negotiated plea. Law & Society Review, v. 13, n. 2, p. 527–554, 1979.
CALLAN, S. W. An experience in justice without plea negotiation. Law & Society Review, v. 13, p. 327–348, 1979.
DAMAŠKA, M. Negotiated Justice in International Criminal Courts, Journal of International Criminal Justice, V. 2, I. 4, 2004, Pages 1018–1039, https://doi.org/10.1093/jicj/2.4.1018
DEVERS, L. Plea and charge bargaining (GS-10f-0114l; pp. 1–8). Bureau of Justice Assistance U.S Department of Justice, 2011.
HEUMANN, M.; LOFTIN, C. Mandatory sentencing and the abolition of plea bargaining: The Michigan felony firearm. Law & Society Review, [S.l.], v. 13, n. 2, p. 393–430, 1979.
JOVOVIĆ, M. I. Sporazum o priznanju krivice – primjena u praksi. Uprava. [S.l.], [s.d.].
KATZ, J. Legality and equality: Plea bargaining in the prosecution of white-collar and common crimes. Law & Society Review, [S.l.], v. 13, p. 431–460, [s.d.].
KAZIĆ ÇAKAR, E. Transitional Justice Efforts and Reconciliation Dynamics in Bosnia and Herzegovina, pp. 87-100, in Preljević, H. et al., Shifting Paradigms, Switzerland: Springer, 2025.
LANGBEIN, J. H. Understanding the short history of plea bargaining. Law and Society Review, [S.l.], [s.d.].
LAWTHER, C.; MOFFETT, L.; JACOBS, D. (Eds.). Research handbook on transitional justice. Cheltenham: Edward Elgar Publishing, 2017. https://doi.org/10.4337/9781781955314
LIPPKE, R. L. (2006). Retributivism and Plea Bargaining. Criminal Justice Ethics, 25(2), 3–16. https://doi.org/10.1080/0731129X.2006.9992198
MILOŠEVIĆ, D. On the shortcomings of the plea agreement. Glasnik Advokatske komore Vojvodine, [S.l.], v. 93, n. 4, p. 1020–1062, 2021. https://doi.org/10.5937/gakv93-29451
OLIVER, Guillermo. Convenience or inconvenience of requiring the unanimous consent of the co-defendants for the negotiated criminal justice mechanisms (in a restricted sense) in the Chilean criminal procedural system. Revista Brasileira de Direito Processual Penal, vol. 7, n. 2, p. 1261-1286, mai./ago. 2021. https://doi.org/10.22197/rbdpp.v7i2.532
PAJIĆ, D.; MASLO ČERKIĆ, Š.; HAJDAROVIĆ, S. Historijski, normativni i praktični aspekti sporazuma o priznanju krivice. Review for Law and Economics, [S.l.], v. 18, n. 1, p. 29–53, 2018.
PEI, W. Criminal Procedural Agreements in China, England and Wales, Rotterdam: Erasmus University of Rotterdam, 2015.
POPOVIĆ, D. M. Vodič kroz tranzicijsku pravdu. UNDP, [S.l.], [s.d.].
SIJERČIĆ ČOLIĆ, H. Krivično procesno pravo. Knjiga I Krivičnoprocesni subjekti i krivičnoprocesne radnje. Sarajevo: University of Sarajevo, 2005.
SLOBOGIN, C., Plea Bargaining and the Substantive and Procedural Goals of Criminal Justice: From Retribution and Adversarialism To Preventive Justice And Hybrid-Inquisitorialism, v. 57 Wm. & Mary L. Rev. 1505 (2016), https://scholarship.law.wm.edu/wmlr/vol57/iss4/12
TOMIĆ, Z. Krivično pravo I. Sarajevo: University of Sarajevo, 2006.
VIAÑO, E. C. Plea bargaining in the United States: A perversion of justice. Revue Internationale de Droit Pénal, v. 83, n. 1, p. 109, 2012. https://doi.org/10.3917/ridp.831.0109
WAN, Tina. The unnecessary evil of plea bargaining. Review of Law and Social Justice, v. 17, n. 1, p. 33–62, 2007.
WERLE, G. and VORBAUM, M. Transitional Justice, Springer, 2022.
Downloads
Publicado
Declaração de Disponibilidade de Dados
In compliance with open science policies, all data generated or analyzed during this study are included in this published article.
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ena Kazić Çakar

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos autorais dos artigos publicados são do autor, com direitos do periódico sobre a primeira publicação, impressa e/ou digital.
Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente este periódico como o meio da publicação original. Se não houver tal indicação, considerar-se-á situação de auto-plágio.
- Portanto, a reprodução, total ou parcial, dos artigos aqui publicados fica sujeita à expressa menção da procedência de sua publicação neste periódico, citando-se o volume e o número dessa publicação, além do link DOI para referência cruzada. Para efeitos legais, deve ser consignada a fonte de publicação original.
Por se tratar de periódico de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais e científicas desde que citada a fonte, conforme a licença da Creative Commons.
![]()
A partir de 2022, os artigos publicados na RDPP estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. Os artigos puliicados até 2021 adotaram a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
---------------
Arquivamento e distribuição
Permite-se sem restrições o arquivamento do PDF final publicado, em qualquer servidor de acesso aberto, indexador, repositório ou site pessoal, como Academia.edu e ResearchGate.









