A obrigatoriedade de utilização de formulários oficiais para a exposição de motivos e a fundamentação de sentenças judiciais: perspectivas do processo penal polonês
DOI:
https://doi.org/10.22197/rbdpp.v12i3.1621Palavras-chave:
fundamentação judicial, julgamento criminal justo, formulário oficial, penaResumo
Este artigo examina o uso de formulários oficiais para a redação da fundamentação de decisões judiciais. Apresenta a obrigatoriedade de utilização desses formulários como uma ideia regulatória de particular interesse, ressaltando, contudo, que ela não deve substituir uma fundamentação da sentença que seja individualizada e compreensível. Sob a perspectiva europeia, a análise fundamenta-se na exigência de um processo penal justo, nos termos do artigo 6.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, tratando a fundamentação como um elemento-chave que viabiliza uma revisão efetiva e informa as partes sobre os motivos da decisão. O artigo investiga os efeitos da fundamentação baseada em formulários sobre a qualidade e a função garantista do raciocínio judicial. Por meio de uma análise qualitativa, doutrinária e jurisprudencial, avalia em que medida as fundamentações estruturadas em modelos refletem substancialmente as premissas da sentença, incluindo um nexo claro e passível de revisão entre as constatações fáticas, a qualificação jurídica e o raciocínio normativo que conduzem a uma pena específica. Identifica, ainda, padrões práticos para uma fundamentação adequada (derivados de normas jurídicas e desenvolvidos na jurisprudência e na doutrina), com foco na completude, na individualização e na coerência interna, de modo a permitir uma revisão recursal efetiva. Em conclusão, o trabalho enfatiza que, mesmo quando se utilizam formulários, a fundamentação deve permanecer suficientemente detalhada e logicamente coerente para evitar arbitrariedades e sustentar um controle recursal eficaz.
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